Medo

Sentiu e não era primeira vez que sentia isso.
O peso da cabeça só era superado pelo aperto no perto que lhe dilacerava as esperanças.
Os olhos injetados teimavam em não focar no quer que fosse.
A mentia corria a léguas, passava por montes, lagos e desertos, mas em nenhum momento prendia-se onde deveria estar.
Confiava em si.
Sabia o que devia ser feito.
Esforçou-se, na medida do possível.
Mas o medo era real.
Sentia que não era o bastante, apesar de saber que era o possível.
Mas seria o possível o suficiente?

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