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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Nanoolhos - parte III

Sentiu as agulhas perfurando as terminações nervosas do corpo. Ao seu redor um liquido viscoso parecia recobrir a pele. Apenas sentia, não enxergava coisa alguma.- Você sabe onde está Francisco? Uma voz suave, com um tom terno de mãe chegou a sua mente, não sabia nem se havia entrado pelos seus ouvidos, ela apenas apareceu na mente, tão doce, tão terna e tão repentina que parecia familiar, parecia sempre ter estado lá.
- Provavelmente em alguma delegacia de ordem e paz...
- Abra os olhos. A ordem era imperativa, sem nunca ter pretendido ser uma expressão de força, mas era tão natural obedecer aquela voz que ele abriu instintivamente os olhos.
Percebeu-se em um campo verde. O sol acima de si estava brilhante, mas não era quente, pelo contrário, o sol lhe dava o calor gostoso e necessário para que o vento não incomodasse. A frente uma grande árvore solitária e mais distante podia ver uma cadeia de montanhas. Sob seus pés o gramado ainda revolvido e rebaixado dava a entender que até pouc…

Nanoolhos - parte II

- Cara, é óbvio que estamos no limiar de uma mudança de sistema. - Francisco... sério... a melhor coisa que tu faz é ficar calado, porque ta ficando cada dia mais difícil conviver contigo. Eu não me deslogo pra isso não ó... - Pensa comigo Jones, sério, presta atenção tu também Marconi, desde a guerra dos mundos há 67 anos estamos consumindo o restante do corbescônio das colônias que permaneceram sob o controle da Terra... Já já vamos ter que pensar uma organização alternativa da sociedade. - Cara, de boa?! (Falou Jones levantando da cadeira) Melhor eu sair daqui que logo logo os Organizadores chegam aqui e eu não quero nem ver o que eles vão fazer contigo se tu continuar com esse tipo de pensamento. - Tudo bem, tudo bem, eu paro... - Vamos deixar de falar besteira e vamos aproveitar os últimos googlecredits pra fazer alguma coisa que preste? (Falou Marconi desativando a skin de topete do Elvis que tanto gostava)Tava aqui vendo, parece que tem uma skin retrô nova que deixa as coisas …

Casa de mãe.

O metal da aliança arranhando as panelas.
A aspereza da língua do cachorro que sempre encontra a ultima pancada.
O cheiro do café invadindo as narinas.
O chão frio sob os pés.
A madeira velha da poltrona entre os dedos da mão.
Um sorriso no rosto.

Michaellysson

"Ave Maria cheia de ..." PRA!!!! O som do jarro quebrando fez com que a velha tivesse um sobressalto e engolisse as últimas palavras junto das lágrimas que agora caiam pesadas dos olhos enrugados e escorriam pela pele flácida. - Puta que pariu!!!! Vocês me odeiam nessa casa! Falou Joana com a voz forte de quem ainda tinha todos os cabelos negros como pena de graúna e garganta firme como corda de violino. Mas era possível perceber lá no fundo um arranhado rouco provocado pelo excesso de cigarros. - Porra! Cadê a bolsa velha???!!! O choro das crianças fazia a trilha sonora perfeita para a cena de desestruturação que transcorria. Das cinco crianças da casa, apenas Michaellysson chorava em silêncio. O garoto de nove anos chorava não por medo da mãe. Não a considerava mais nada além de uma intrusa. Chorava de ódio. Queria fazer a dor de sua verdadeira mãe, a avó, parar. Joana avançou com todas as forças para cima da velha. - Bora vaca, cadê?! Três tapas e dois chutes acertaram em…