A injeção

- Sai do meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Desesperado ele corria em meio aos carros!
Corre aqui, da um pulinho ali, opa! Para de uma vez, e corre mais um tanto! Pernas a todo o vapor.
Ainda conseguia escutar a voz deles atrás de si! Continuavam a perseguição implacável. Precisava correr!  
- Volta aqui! Aonde você pensa que vai?!

As pernas começavam a formigar pelo esforço e pela fraqueza do corpo adoentado, mas tinha que continuar, se parasse eles iriam lhe pegar!

Um passo depois do outro, mais um passo, só mais outro... estamos quase lá... vamos, eles estão ficando para trás....
Paff
O barulho seco da queda chamou atenção das pessoas no meio da rua....

Lentamente abriu os olhos... tudo parecia ainda meio turvo ao seu redor... Reconhecia esse lugar... O poster do Buzz e do Woody mostravam que estava em casa, mais uma vez no seu quarto... sentiu-se aliviado, mas.... peraí! - Como eu cheguei aqui?!

- Ô meu filho... pra que aquele escândalo... Sair daquele jeito...um perigo mais medonho do mundo...
- Mas mãe a senhora prometeu que não ia ter injeção... (faz aquele bico que só crianças com menos de dois dígitos de idade conseguem fazer)
- Pronto meu filho, o que importa é que você tá em casa e melhorzim de saúde né?
- É, mas a senhora promete que não vai ter mais negócio de injeção né?
- Prometo meu filho, prometo... Agora descanse mais um pouquinho.
A mãe sai do quarto para buscar biscoitos para ele, como sempre fazia quando ele estava doente. Sentindo a bexiga cheia resolver ir mijar antes que ela volte com a comida, afinal se ela já o visse de pé talvez amanhã tentasse mandá-lo pra escola... que absurdo.
De pé quando vai baixar a bermuda do pijama sente um pontada estranha no bumbum...
Passa a mão e sente o curativo!!!!

NÃO!!!! NÃO!!!! NÃAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOO!!!!!

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