O voo.

Os dias correm numa pressa vertiginosa.
Mais rápido que eles só a força da mudança.
A maré correndo, com a força que só a natureza tem, me impulsionou para frente.
Nem queria... não podia resistir.
As mudanças aconteceram.
Foram necessárias.
E quando tudo parecia controlado.
Lá vem outra vez.
Senti o desespero de não ter os pés no chão.
Sentia-me voar.
Ah, como o homem sonha em voar.
Mas como o voo assusta.
Nele não existem certezas,
não existem referências, não há onde se apoiar.
Mas é preciso voar,
porque somente ali,
no meio do nada,
rodeado pelas nuvens
é que alcançamos os nossos sonhos.
O medo é irmão da esperança e pai da novidade.

Bem vindo medo, bem vindo mundo novo.

Comentários

  1. Se é de ir, vai. Se tem medo, vai com medo mesmo. Aqui ó, segura a minha mão. ;)

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