A pracinha.

O cabelo caía-lhe na testa de forma charmosa. A blusa abotoada nos punhos dava-lhe um ar de homem sério. O óculos grande mostrava sua intelectualidade de quem tinha um brilhante futuro pela frente. Sapatos amarrados. calça novinha. Estava pronto. Ao calor das quatro da tarde saia de casa em direção a pracinha do bairro. O sino da igreja lhe dava a noção do tempo já que o relógio estava coberto pelas mangas da roupa... Um sinal. Nunca reparara como a praça era bonita. Tinha tantas florzinhas multicoloridas, o chão perfeito para a sua paixão. Pequenas borboletas passeavam de planta em planta tornando o cenário ainda mais magnífico. Um gato bolava pelo meio das plantas. As luzes começaram a acender. Antes estava acompanhado de um único bêbado na praça, agora um grupo de roupas pretas e cabelos alisados sobre a testa tomavam o coreto central da pracinha, resolvera mudar de banco, eles pareciam rir dele. Cinco voltas e meia, e seis badaladas, foi o que precisou para entender.

O cabelo dáva-lhe um ar de velho, a blusa era pelo menos três numeros maior que o seu, pegara emprestado do irmão mais velho. A única coisa que prestava era a calça, que a família ganhara a poucos dias de uma mais abastada que vez por outra lhes dava presentes. Entendera enfim... ela nunca viria.

Comentários

  1. Putz, tadinho dele!
    Num sei porquê, mas os detalhes estão tão bem escritos que dá um ar de experiência pessoal hein Dhenis: Será???
    kkkkkkkkk.

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  2. Adooorei hahaha :D
    Muito bom ;)
    Estou seguindo seu Blog viu? Adorei aqui hehe
    Sucesso SEMPRE, abração.

    ewertonempalavras.wordpress.com

    Ewerton Lenildo – Academia de Leitura
    papeldeumlivro.blogspot.com
    @Papeldeumlivro

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