Rima

Por mais que ela tente,
Não se sente com a gente,
No seu peito, com força ela sente,
Como é estranho ser diferente,
Pois mesmo frente ao sofrimento,
Não consegue ser indiferente.

Não pode não ouvir o lamento,
Daquele pobre e sofrido rebento.
Ergue-se com fogo no peito
E lhe estende a mão de um outro jeito.

É complicado não enxergar,
Não ouvir e não ter solidariedade,
Vendo tantos a cambalear,

Pelas ruas frias da cidade.    

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