Campeão

Amanheceu antes do sol.
O corpo ainda acusava sono.
O trânsito invariavelmente cheio fazia o relógio escorregar o ponteiro menor de uma maneira paradoxalmente mais veloz que os pneus da condução.
A voz que quase não saia da garganta era grossa como areia raspando as paredes sob a pressão dos pulmões.

Mas fora brindado com um nascer do sol estupendo. Era igual ao de quase todos os dias, e por isso mesmo era inigualável.
A demora, ja não mais assustadora serviu pra compensar alguns minutinhos do sono não respeitado da noite anterior.
A voz entregava que a noite fora feliz. Gritara com força para comemorar, era um campeão!

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