Vômito - Motim!!!

Depois de alguns dias no mar, o balanço da maré ainda incomoda. Pra lá, pra cá...não dá outra: hug... vômito. As marés violentas dias atrás ainda reverberam no estômago como se acontecessem agora. E mesmo mais serena e minimamente equilibrada, a mente teima em precisar por pra fora aquilo que a irrita.

Esse dias ocorreram motins, o navio tornou-se o lugar da guerra. O mar se acalmou, mas o barco parece ter sentido saudade da virulencia maritima e lhe imitou...infelizmente de forma bem parecida.

Sem perceber, marujos largaram de suas funções mais básicas: beber e cantar alto, porque tinham que limpar o convés!!! Que absurdo, mas houveram ações mais graves, tentaram jogar ao mar aqueles que queriam ser felizes...

Houveram outros que se amotinaram do comandante que a muito já lhes avisara - Não sei pra onde vou, mas vou... e o caminho adiante parece ter causado medo. Então reveremos as rotas, reanalisaremos os mapas, mas vamos seguir. Quero todos a bordo, por que este navi é um corpo muito bem arrumado, onde todos foram amavelmente bem escohidos, e farei o possível para que permaneçam.

Mas quanto aos que entram no barco, mas que creem estar em terra firma, com a certeza do chao sobre seus pés e sem amor sobre a lua que os banha com sua boemia... Da próxima vez que tentarem impedir meus marujos de cantar...haverão cabeças ao invés de balas, como munição para os canhões.

Comentários

  1. Deixe-nos cantar, seus infelizes, parem de nos dizer o que fazer, onde ir e que horas voltar pra casa!

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  2. "É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".
    Friedrich Nietzsche

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